sexta-feira, 22 de junho de 2012

Utilização Pedagógica do Vídeo



Para se conseguir uma melhoria considerável na aprendizagem é necessário que o professor utilize, e saiba utilizar, os meios audiovisuais como um adjuvante e como meio de simplificar a comunicação entre si e os sujeitos em aprendizagem.

Existe uma nova perspetiva das coisas por parte daqueles a quem se dirige a aprendizagem, ou seja, os alunos, estes são constantemente solicitados por temas ligados à atualidade e que abrangem as mais diversas áreas do saber. Temas esses que são transmitidos pela televisão, pela rádio e pelas revistas e que conseguem captar alguma atenção. A televisão e com ela o vídeo tem uma influencia que ultrapassa a escola e a família na educação dos jovens. O professor pode e deve tirar partido desta relação do aluno coma a televisão e com o vídeo.

O poder que a imagem em movimento representa para a perceção das coisas que vemos justifica a abordagem da técnica fílmica e da construção do discurso fílmico do vídeo. O discurso vídeo caracteriza-se pela existência de imagens em movimento a duas dimensões, qualquer que seja a sua origem e natureza. O cinema e a televisão são as duas linguagens mais importantes deste discurso.

O vídeo deverá ter um trabalho de preparação prévia que passa, essencialmente, pela definição dos objectivos e aferição da adequação dos conteúdos ao público. Antes do visionamento pelos alunos, o professor deve fazer uma introdução aos trabalhos indicando claramente os objectivos a alcançar com a sua visualização.
O vídeo ajuda o professor, atrai os alunos, mas não modifica substancialmente a relação pedagógica. Aproxima a sala de aula do quotidiano, das linguagens de aprendizagem e comunicação da sociedade urbana, mas introduz novas questões no processo educacional.(Moran).
Televisão e vídeo combinam a dimensão espacial com a sinestésica, ritmos rápidos e lentos, narrativas de impacto e de relaxamento. Combinam a comunicação sensorial com a audiovisual, a intuição com a lógica, a emoção com a razão. A integração começa pelo sensorial, o emocional e o intuitivo, para atingir posteriormente o racional.

Etapas a considerar antes de um visionamento

  • Os pré-requisitos de conhecimento para a compreensão do objecto;
  • A Forma de motivar os alunos; 
  • Os aspectos/ acontecimentos a que os alunos devem estar atentos no decorrer do visionamento; 
  • Verificar sobre a necessidade de realização de actividades prévias relacionadas com materiais de suporte ao vídeo; 
  • O nível de atracção que o objecto vai exercer sobre os alunos.

Etapas de uma adequada utilização (pedagógica)
  • Preparação prévia da abordagem ao filme.
  • Primeira visualização sem qualquer interrupção ou condicionamento.
  • Trabalho de exploração, após visualização, de preferência oral e escrito (elaboração de instrumentos de avaliação/grelhas de observação).
  • Realizar nova visualização após o trabalho de exploração.
Logo após a Visualização, devemos ter em conta:
  1. Os materiais suplementares a utilizar;
  2. As actividades complementares a realizar;
  3. A forma de generalizar as aprendizagens;
  4. A planificação de novas atividades em caso dos objectivos não serem cumpridos.

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Instrumento de avaliação / Grelha de Observação de um Vídeo




Disciplina: Ciências Físico – Químicas










Destinado a: Alunos de 7º ano de escolaridade

Finalidade: Este vídeo refere-se às principais características do Sol, dos Planetas e também da Lua que constituem o nosso Sistema Solar.





Grelha de Observação de um Vídeo Preenchida





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Funções do vídeo na aprendizagem

  • Motivação ou sensibilização – apresentado no início da unidade didáctica; o tempo de visualização deve ser reduzido. (Lebel, 1979)
  • Apresentação de conteúdos e informativa – apresentado no decorrer da unidade didáctica com ritmos de apresentações variados e com tempos de visualização, igualmente curtos.
"A informação a transmitir através do vídeo deve proporcionar: novos conhecimentos capacidade de gerar conflito cognitivo conducente à aprendizagem. A apresentação do conhecimento através do vídeo deve partir de um contexto conhecido, mas original". (Moderno, 1992)
  • Ilustração - a composição de cenários “desconhecidos”
  • Síntese ou reforço - apresentado no final da unidade didáctica; tempo reduzido.

“O vídeo deve apresentar todos os elementos fundamentais de um tema, mostrando a coerencia e o encadeamento das diferentes ideias recolhidas. A síntese não sugere, diz as coisas claramente sem ambiguidades”. (Moderno, 1992)


Sequências Fílmicas- o filme pedagógico


O filme pedagógico tem pouca produção em relação ao filme de ficção, não pela riqueza dos procedimentos técnicos expressivos do cinema, mas talvez devido a fenómenos de percepção e interpretação do filme e ao problema das teorias de aprendizagem. Porém o que mais interessa estudar no filme pedagógico é o modelo didático subjacente, a intenção didática em questão na mensagem, pôr em evidência a problemática da forma específica do discurso que é a mensagem fílmica didática. Assim o estudo do filme pedagógico compara três tipos de discurso que são a aula oral, o manual escolar e o filme pedagógico que diferem pelo modo de expressão utilizado e têm em comum o conteúdo programático. (Jacquinot-Delaunay Geneviève, 2006)


Cinema e narratividade

  • A mensagem fílmica didáctica.
  • A referência ao mundo que apresenta e a referência ao horizonte pedagógico.

Os Três referentes: 
  1. O mundo de toda a gente
  2. O mundo do especialista      
  3. O mundo da aula  
    • a necessidade da intervenção do professor: a opção pela selecção das cenas mais relevantes ou pela visualização integral 
    • vantagens e desvantagens
Sequências Fílmicas- o documentário


O documentário enquanto peça cinematográfica e ferramenta educativa



Não existe qualquer dúvida quanto à riqueza e unidade estilística do documentário enquanto género fílmico distinto pelas suas características de produção.
  1. Filme de carácter documental. 
  2. Um objeto que prima pela autenticidade e pelo “efeito da verdade”: caracteriza-se pelo registo daquilo que é considerado “real”.



“o filme documentário é aquele que , pelo registo do que é e acontece, constitui uma fonte de informação para o cientista (...)”. (Penafria, 1999)  

  • Ferramenta pedagogicamente orientada para a transmissão de conhecimentos. 


“eu acredito que os documentários são educativos pela sua própria natureza, uma vez que eles são formas de produção de conhecimento”. (Godoy)

  • Uma forma de aprendizagem típica da contemporaneidade.     
    • O documentário científico e didático (serve para a aprendizagem de conteúdos educativos).



SITOGRAFIA




sábado, 9 de junho de 2012

Metodologias de Observação de Documentos Iconográficos

Imagens (Fixas) desenhadas, pintadas ou esculpidas


MÉTODO FORMALISTA

Jacques – Louis David – O rapto das Sabinas, 1799

Parte da pura visibilidade, onde as formas têm um conteúdo significativo próprio, que não se detém na descrição ou ilustração, mas na representação universalizada ou idealizada. Apela para aquilo que vemos através da observação, através dos olhos, ou seja, os esquemas formais, os contrastes, as cores, a distribuição das linhas. Estuda a formação da obra de arte na consciência do Artista. Pressupõe a existência de modelos formais próprios que exprimem uma concepção de mundo e de espaço. Formas exprimem um conteúdo próprio – a “pura visualidade”. Despreocupação com o tema, o sentimento, as emoções, harmonia das formas e preocupação com as proporcionalidades.


MÉTODO SOCIOLÓGICO
 Gentile da Fabriano – Adoração dos Magos, 1423


O artista estabelece uma comunicação entre a imagem e o grupo social, a obra de arte é produzida no interior de uma sociedade e de uma situação histórica específica. Estuda a génese e a existência da imagem na realidade social. Já é necessário ter conhecimentos sobre a imagem e neste caso interessa o contexto sociológico. É necessário descodificar toda a informação que a imagem nos transmite. A imagem veicula (muitas vezes) uma história social vista no espelho da arte. A obra de arte é determinada por interesses que a circundam. Nenhuma arte tem um valor universal, variando de época para época e de lugar para lugar e é sempre um facto social por ser linguagem.


MÉTODO ICONOLÓGICO

Cândido Portinari – Os Retirantes, 1944

Para PANOFSKY iconologia deriva do sufixo “grafia” e denota algo descritivo, o sufixo “logia” deriva de logos, quer dizer “pensamento” e denota algo interpretativo. Assim, iconologia é, portanto, um método de interpretação, advindo da síntese mais do que da análise. Não se trata de falar somente do que se vê, mas de compreender os significados implícitos, que exigem um longo caminho de construção do pensamento. Parte da premissa de que a atividade criativa (artística ou não) tem impulsos ao nível do inconsciente individual e coletivo, sendo a iconologia o percurso da imagem na imaginação. Neste caso já é necessário saber tudo sobre o que a imagem nos transmite. A história da arte estuda imagens enquanto linguagem, enquanto a iconologia as estuda como elemento simbólico.


MÉTODO ESTRUTURALISTA





Wassily Kandinsky – Composição VIII, 1923










 Salvador Dali – O Sono, 1937








Método que apela para o estudo do sinal – os significantes e a comunicação. O estudo do sinal (semiologia) parece ter tendência para subtrair o estudo da arte às metodologias históricas, instituindo-o como ciência absoluta, substituindo a versatilidade das interpretações pela decifração rigorosa dos sinais, mediante a determinação dos códigos. A duplicidade da informação – estética e não estética. A arte é comunicação e, portanto, está ligada à linguagem. A arte é expressiva e por si só uma linguagem, é um organismo que vive por conta própria, exprime a personalidade de seu autor. Revela um sentido das coisas, ensina uma nova maneira de olhar e ver a realidade.

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Grelha de Observação de uma Imagem


Disciplina: Ciências Físico – Químicas




Destinado a: Alunos de 7º ano de escolaridade
Finalidade: Esta imagem refere-se aos principais planetas que constituem o nosso Sistema Solar. Podem indicar-se diferenças essenciais entre um planeta e uma estrela e descreverem-se os modelos geocêntrico e heliocêntrico.




Grelha de Observação de uma Imagem Preenchida







SITOGRAFIA

http://pt.scribd.com/doc/65454691/aula-de-critica



Ensinar as imagens e ensinar com as imagens




A imagem é uma forma de expressão e comunicação que faz parte de todas as épocas: desenhos, pinturas, gravações e desde o começo da imprensa nas ilustrações de livros. É a forma de comunicação mais utilizada pelo ser humano, é também reconhecido que algumas das situações de ensino/aprendizagem mais valiosas surgem quando o professor utiliza a imagem na sala de aula, uma vez que vai contribuir para o apuro de faculdades como o sentido crítico e autonomia. A imagem tem, pelas suas qualidades, um impacto imediato junto dos alunos, tendo estes mais facilidade em lembrarem-se de informação recebida quando está associada a imagens.

Como refere (Lencastre, 2003) “é importante referir que no ensino pela imagem esta deverá ser associada ao que o aluno já conhece no momento da aquisição, ou seja, para que uma informação ganhe sentido e possa ser fator de aprendizagem deve integrar-se no que o aluno já sabe sobre o assunto”. Ainda diz “se usada convenientemente, a imagem permite a abordagem de conteúdos de forma apelativa, estimulando a cooperação, possibilitando assim uma melhor compreensão, facilitando a aquisição de conhecimentos.



 “A imagem não é pobre nem elementar por natureza: ela é-o pela falta de imaginação dos seus criadores e pela atitude reducionista dos seus utilizadores “



quarta-feira, 6 de junho de 2012

Objetos de aprendizagem




É um objeto, um recurso que utilizamos para um objetivo de aprendizagem. Como refere (Wiley, 2000) “um objeto de aprendizagem corresponde a qualquer recurso digital que possa ser utilizado e reutilizado em diferentes processos de aprendizagem”. Tenho que ter um objetivo, uma instrução, forma como o vou utilizar. Segundo (Figueira, 2003) “ é um pedaço de conhecimento pedagogicamente formatado para uma experiência de aprendizagem e que inclui, pelo menos, um objetivo operacional, uma instrução e uma avaliação”.  
Embora haja muita discussão sobre o que constitui um objeto de aprendizagem, de um modo geral, é uma entidade digital, ou não digital, que pode ser usada, re-usada ou referenciada como parte de uma tecnologia de aprendizagem (Butson, 2003). 
Na avaliação, verifico que tipo de efeito o objeto de aprendizagem teve sobre o sujeito.
  
  • Nível 1 
    • Imagens fixas – fotográficas ou artísticas; 
    • Vídeos – filmes de ficção, documentários;
    • Áudio ou animações.
  • Nível 2
    • Textos;
    • Simulações;
    • Exercícios.

SITOGRAFIA

http://tecnologiasnaeducacao.pro.br/wp-content/uploads/2010/08/Professor-esse-%C3%A9-o-objeto-virtual-de-aprendizagem1.pdf



 

O didático o que é?



 
Quando usufruímos de uma imagem vamos fazer a sua leitura, transformando-a em conceito. Claro que temos que saber o que queremos explorar. Aprender e divertir não têm que ser indissociáveis. Como diz B. Brecht “Uma opinião muito difundida pretende que exista uma enorme diferença entre o facto de se aprender e o facto de se divertir... Não é indispensável fazer-se desta oposição uma necessidade natural...” Tentar tornar os conteúdos aborrecidos em conteúdos mais atrativos. A transmissão tem que ser apropriada em função das estratégias que se utilizam.

Os erros são fundamentais para a aprendizagem.
A palavra didática vem do grego (techné didaktiké), e significa arte ou técnica de ensinar. É a parte da pedagogia que se ocupa dos métodos e técnicas de ensino, destinados a colocar em prática as diretrizes da teoria pedagógica. Ela estuda os diferentes processos de ensino aprendizagem.



SITOGRAFIA