sábado, 9 de junho de 2012

Metodologias de Observação de Documentos Iconográficos

Imagens (Fixas) desenhadas, pintadas ou esculpidas


MÉTODO FORMALISTA

Jacques – Louis David – O rapto das Sabinas, 1799

Parte da pura visibilidade, onde as formas têm um conteúdo significativo próprio, que não se detém na descrição ou ilustração, mas na representação universalizada ou idealizada. Apela para aquilo que vemos através da observação, através dos olhos, ou seja, os esquemas formais, os contrastes, as cores, a distribuição das linhas. Estuda a formação da obra de arte na consciência do Artista. Pressupõe a existência de modelos formais próprios que exprimem uma concepção de mundo e de espaço. Formas exprimem um conteúdo próprio – a “pura visualidade”. Despreocupação com o tema, o sentimento, as emoções, harmonia das formas e preocupação com as proporcionalidades.


MÉTODO SOCIOLÓGICO
 Gentile da Fabriano – Adoração dos Magos, 1423


O artista estabelece uma comunicação entre a imagem e o grupo social, a obra de arte é produzida no interior de uma sociedade e de uma situação histórica específica. Estuda a génese e a existência da imagem na realidade social. Já é necessário ter conhecimentos sobre a imagem e neste caso interessa o contexto sociológico. É necessário descodificar toda a informação que a imagem nos transmite. A imagem veicula (muitas vezes) uma história social vista no espelho da arte. A obra de arte é determinada por interesses que a circundam. Nenhuma arte tem um valor universal, variando de época para época e de lugar para lugar e é sempre um facto social por ser linguagem.


MÉTODO ICONOLÓGICO

Cândido Portinari – Os Retirantes, 1944

Para PANOFSKY iconologia deriva do sufixo “grafia” e denota algo descritivo, o sufixo “logia” deriva de logos, quer dizer “pensamento” e denota algo interpretativo. Assim, iconologia é, portanto, um método de interpretação, advindo da síntese mais do que da análise. Não se trata de falar somente do que se vê, mas de compreender os significados implícitos, que exigem um longo caminho de construção do pensamento. Parte da premissa de que a atividade criativa (artística ou não) tem impulsos ao nível do inconsciente individual e coletivo, sendo a iconologia o percurso da imagem na imaginação. Neste caso já é necessário saber tudo sobre o que a imagem nos transmite. A história da arte estuda imagens enquanto linguagem, enquanto a iconologia as estuda como elemento simbólico.


MÉTODO ESTRUTURALISTA





Wassily Kandinsky – Composição VIII, 1923










 Salvador Dali – O Sono, 1937








Método que apela para o estudo do sinal – os significantes e a comunicação. O estudo do sinal (semiologia) parece ter tendência para subtrair o estudo da arte às metodologias históricas, instituindo-o como ciência absoluta, substituindo a versatilidade das interpretações pela decifração rigorosa dos sinais, mediante a determinação dos códigos. A duplicidade da informação – estética e não estética. A arte é comunicação e, portanto, está ligada à linguagem. A arte é expressiva e por si só uma linguagem, é um organismo que vive por conta própria, exprime a personalidade de seu autor. Revela um sentido das coisas, ensina uma nova maneira de olhar e ver a realidade.

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Grelha de Observação de uma Imagem


Disciplina: Ciências Físico – Químicas




Destinado a: Alunos de 7º ano de escolaridade
Finalidade: Esta imagem refere-se aos principais planetas que constituem o nosso Sistema Solar. Podem indicar-se diferenças essenciais entre um planeta e uma estrela e descreverem-se os modelos geocêntrico e heliocêntrico.




Grelha de Observação de uma Imagem Preenchida







SITOGRAFIA

http://pt.scribd.com/doc/65454691/aula-de-critica



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